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Revoltas no Mundo Árabe: Tunísia, Egito, Yemên


Alguns atribuem as manifestações no Egito inspiradas nas manifestações na Tunísia (Revolução Jasmim), onde derrubaram o governo local ex presidente Ben Ali. No entanto o Egito é muito diferente da Tunísia, o Regime de Mubarack é mais antigo, mais sólido, e mais consolidado internamente e no exterior.
Há temores que as Manifestações venham desencadear um efeito Dominó no mundo árabe, o que é muito difícil devido a forte pressão e opressão dos donos do poder. Mas não se descarta a possibilidade onde os governos são mais flexíveis. Se por ventura os protestos severos no Egito conseguirem derrubar Mubarack, não podemos duvidar que tais manifestações possam ocorrer com êxito em outros paises.  
Multidão pede a Renuncia do Governo no Yemên 
Há também manifestações do Iêmen contra um Regime de mais de 20 anos, um estudante foi morto, essa rebelião popular foi inspirada com movimentos semelhantes no Egito.  
Na Jordânia, Arábia Saudita, Argélia e Líbano pessoas saíram às ruas para protestar contra impostos e aumento de preço de alimentos e combustíveis. O que parece algo estranho e surpreendente. Pois nunca assistimos Movimentos dessa natureza em paises tão fechados como no oriente Médio, com exceção a Revolução de 1979, que derrubou o regime pró-americano do xá Reza Pahlevi e levou os clérigos islâmicos ao poder.
No Irã
                   O presidente do parlamento Ali Larijani decalrou publicamente apoio as manifestações no Egito afirmando: "A essência de uma revolta não pode ser alterada por meio de falsas propagandas". E fez criticas ao Ocidente fazendo acusações de promover "uma ação oportunista" ao tentar "introduzir algumas falsas figuras como líderes principais de sua revolução" (BBC).
                 O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, não fez referência direta ao Egito, mas disse que é dever dos iranianos "esclarecer a mensagem da Revolução Islâmica de 1979" e "enfrentar as estruturas arrogantes de poder e administração e também organizar a futura administração do mundo".
                   Já pensou se seus conterrâneos levam a serio suas declarações? Desse jeito pode haver revoltas no Irã. Se por um lado Mubarack é rejeitado por outro lado Mubarack é apoiado.
Apoio
                     O Rei da Arábia Saudita Abdullah declarou: "Nenhum árabe ou muçulmano pode tolerar qualquer intromissão na segurança e na estabilidade do Egito árabe e muçulmano por aqueles que se infiltraram entre a população em nome da liberdade de expressão, para infiltrar seu ódio destrutivo"(BBC).
                     A Arábia Saudita e o Egito são os dois mais importantes e poderosos aliados americanos entre os países árabes além de ser as duas maiores economias da África.

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